Revista de Estudos Culturais e da Contemporaneidade - ISSN: 2236-1499

Radcliffe-Brown e o Estrutural-funcionalismo: a questão da mudança na estrutura e no sistema social

D.O.I. 10.13115/2236-1499.2014v2n11p234

 

Emanoel Magno A. de Oliveira[1]

Iolanda Cardoso de Santana[2]

Adjair Alves[3]

Resumo: O ponto notadamente marcante da teoria estrutural-funcionalista é a sua preocupação em explicar ou estudar o aspecto social das sociedades em um dado momento, privilegiando uma análise das sociedades do ponto de vista sincrônico em detrimento da análise diacrônica que, estuda as relações sociais e culturais das sociedades através dos tempos. Fica evidente que o modelo analítico pretendido pelo estrutural-funcionalismo é um modelo que se preocupa com a lógica interna do sistema social de cada sociedade. Podemos atestar que o estrutural-funcionalismo, bem como o funcionalismo estudam a organização social interna de cada sociedade, e explicam a realidade social das sociedades como esse todo orgânico onde as partes do sistema social se interligam para sustentar e garantir a sobrevivência ou continuidade do sistema. No entanto, no caso do estrutural-funcionalismo, essa escola estuda não somente como funcionam as sociedades, mas como as estruturas se integram para dar continuidade ao sistema social. Dito isso, vale questionar quanto às transformações e mudanças sociais no interior desses mesmos sistemas sociais. Já que as mudanças e alterações no interior das sociedades são evidentes, como o estrutural-funcionalismo explica tais mudanças e alterações? Como se daria a transformação na estrutura social – para fazer uso de um termo de Radcliffe-Brown – em determinada sociedade?  O objetivo desse artigo centra-se na análise de como as alterações se dão, segundo o modelo analítico estrutural-funcionalista, na estrutura social e como essas mudanças são explicitadas pelo estrutural-funcionalismo concebido por Radcliffe-Brown.

Palavras-chave: Estrutural-funcionalismo, Radcliffe-Brown, Estrutura social, Funcionalismo.

Abstract: The remarkably striking point of the structural-functionalist theory is it concern to explain or study the social aspect of society at a given time, favoring an analysis of companies in the synchronic point of view rather than the diachronic analysis that studies the social relations and cultural societies through the ages. It is evident that the analytical model intended by structural functionalism is a model that is concerned with the internal logic of the social system of each society. We can attest that the structural-functionalism, functionalism and study the internal social organization of each society, and explain the social reality of companies such organic whole in which the parts of the social system interconnect to sustain and ensure the survival and continuity of the system. However, in the case of structural-functionalism, this school studying not only how societies work, but the structures are integrated to give continuity to the social system. That said, it is worth questioning about the social changes and transformations within those social systems. Since changes and alterations within societies are evident, such as structural-functionalism explains such changes and alterations? As would be the transformation in social structure – to use a term of Radcliffe-Brown – in a given society? The purpose of this article focuses on the analysis of how changes occur, according to the structural-functionalist analytical model, the social structure and how these changes are explained by structural functionalism designed by Radcliffe-Brown.

 Keywords: Structural-functionalism, Radcliffe -Brown, Social structure, Functionalism.


 

[1] Mestrando em Antropologia pelo PPGA da Universidade Federal de Pernambuco. Membro do grupo de pesquisa credenciado pelo CNPq. ARGILEA - Antropologia, Religiosidade, Gênero, Interculturalidade, Linguagens e Educação Ambiental. E-mail: emanoel077@gmail.com.

[2] Mestranda em Antropologia pelo PPGA da Universidade Federal de Pernambuco. Membro do grupo de pesquisa credenciado pelo CNPq. ARGILEA - Antropologia, Religiosidade, Gênero, Interculturalidade, Linguagens e Educação Ambiental. E-mail: iolandacsantana@gmail.com.

[3][3] Doutor em Antropologia – professor adjunto da Universidade de Pernambuco – líder do grupo de pesquisa credenciado pelo CNPq. ARGILEA - Antropologia, Religiosidade, Gênero, Interculturalidade, Linguagens e Educação Ambiental.

 

Revista de Estudos Culturais e da Contemporaneidade - ISSN: 2236-1499

Capa/Sumário Diálogos N.° 11

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